BOILER ROOM SESSION BOILER ROOM SESSION

Jamie xx apresentou um set delicioso na Boiler Room em Londres: “melancholy and funky”.

A Boiler Room foi considerada pela revista “Time Out”, uma das melhores festas da noite londrina, tornando-se uma referência da música eletrônica. Djs e produtores reconhecidos da cena underground, tocam para um pequeno grupo de convidados, com transmissão ao vivo pela internet. Nomes como James Murphy, DJ Shadow, Four Tet, Richie Hawtin, James Blake, Thom Yorke, Animal Collective e Caribou já comandaram as picapes do evento.

Ouça e faça o download da mixtape “Boiler Room”, abaixo: ♥

Além de Londres, a festa já tem edições em Berlim, Los Angeles e Nova York.

Não esqueça de se cadastrar no site pra saber os horários e acompanhar os eventos, pois segundo o The Guardian : Boiler Room doesn’t attempt to replace going out. It’s a new way of staying in that allows you to have it all: Take Me Out on the telly and a post-future garage soundclash on your laptop. You still won’t be happy, but at least you’ll know what you’re missing.

Foto de Jake Lewis

Rockstars Exposed Rockstars Exposed

The Moment After The Show é um projeto do fotógrafo suiço Matthias Willi e do jornalista Olivier Joliat. A idéia é capturar os momentos adrenalizados do backstage de estrelas do rock, logo após suas apresentações.

O livro é um registro fascinante, de mais de 100 bandas em 144 páginas de fotografias, que buscam representar o impacto físico e emocional do artista, logo após o término dos shows.

Vejam abaixo:

Joey Castillo and Josh Homme (Queens of the Stone Age)

Iggy Pop

Gnarls Barkley – Danger Mouse and Cee-Lo Gre

Mike Patton (Fantoma/Faith No MOre)

Jesse Hughes (Eagles of Death Metal)

Chino Moreno (Deftones)

Robert Trujillo (Metallica)

Els Pynoo (Vive La Fête)

Juliette Lewis (The Licks)

O livro pode ser encomendado aqui.

Desenhando Palavras Desenhando Palavras

Para Cris Lisbôa, “pensar no papel” é pulsão de vida que inspira e expira, através dos signos da linguagem, novas invenções de si mesmo.

Ela nos instiga, com sua poesia e representações imagéticas, a sentir mais intensamente o cotidiano, e a buscar de volta os nossos sonhos. E ainda, criou um curso de escrita criativa lindo, chamado “Go, Writers”, no qual compartilha toda esta sua especial “leveza do ser” e da arte de escrever.

“Tempo, tempo mano velho. Envelhecer tem sido uma epifania. Uma boniteza, uma calma, uma preguiça de urgências, corridas, descompassos, mapas. Compreende-se candura, desapego, o valor de um não e as tardes chuvosas em que falta luz. Alargam-se as estantes, o coração esparrama um pouco pelas frestras das cicatrizes. Estas, se acomodam melhor. Procura-se menos. Mas ainda é possível sair sem grana e voltar bêbado, deixar o coração em casa e volver apaixonado. Envelhecer não cansa, expande, apavora, enaltece. E cada um de nós invariavelmente se transforma exatamente no que é. ” Cris Lisboa

“Frases grifadas em livros significam suspiros, mudanças imediatas de ponto de vista, sonhos novos, sombra na estrada. Respeito quem não ousa macular páginas pero a mi, me encanta.”

“Escreva sobre o que te dá medo, sobre o que te dá vergonha, sobre o que você ama. Escreva sem julgar, escreva sobre os outros. Escute conversas alheias, mesmo se as pessoas te parecerem estranhas. Ande de ônibus e de metrô e observe tudo. Lide com pessoas de diferentes profissões e idades. Não fique cercado por pessoas que tem a sua idade e fazem a mesma coisa que você. Aliás, fuja delas.” Pedro Almodóvar

“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.”

Antonio Cícero

“Antes de começar a escrever você precisa dançar na chuva”.

“Tudo, aqui, imenso. * cartaz do muso Felipe Morozini.”

“Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece. E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel
Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?” Paulo Leminski

“Que tudo seja sempre novo para os meus velhos olhos. Amém.”

“E, se enlouquecer, se apaixone.”

Noite de sexta, feriado e, como diria Quintana: “Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.”

“Tenha medo de quem tem só medo. Se afaste de quem tem apenas coragem. Ambos não tem história nenhuma pra contar.”

“Bebo ilusões em taças e desaconselho recomeços, abandonos e samba a dois. O frio corta os lábios e o sangue que escorre tem gosto de argentinos pirulitos gigantes. Lambo. Teclo devagar usando somente a ponta dos dedos. Desisto de mentir. E abro a caixa de Pandora. Só pra ter o que fazer.” Cris Lisbôa

“Hoje, diante da página em branco podemos fazer um único pedido:”

Leiam a coluna de Cris Lisbôa na Noize. Mais doses de inpirações aqui.

P.S. So Many Ways To Love The Black Keys P.S. So Many Ways To Love The Black Keys

Dan Auerbach e Patrick Carney fazem do “Black Keys” um dos maiores nomes do rock atual. A dupla produz discos impecáveis, que esbanjam blues, em álbuns em que cada faixa arranca um novo riff mais eletrizante que o anterior. A voz de Auerbach, “predominantemente em registo de falsete, permite sobreposições de sonoridades, tanto no domínio de Jimmy Hendrix, como em baladas com batidas mais espaçadas, balanceadas, trémulo melancólico na voz e peculiares apontamentos na guitarra vintage”, que tornam sua performances energéticas e emocionantes.

Além disso, os cartazes dos shows são bárbaros, acompanhando esteticamente o aprimoramento sonoro da banda.

Ouçam e vejam abaixo: (creio que “Brothers” tenha sido um dos álbuns que eu mais ouvi entre 2010 e 2011).

Achei a dica sobre os pôsters na Noize.

Leia aqui a discografia comentada da banda.

“unless it comes unasked out of your heart and your mind and your mouth and your gut, don’t do it.” “unless it comes unasked out of your heart and your mind and your mouth and your gut, don’t do it.”

Reencontrar Bukowski é sempre oscilar visceralmente, entre a tristeza e a alegria, né?

Na minhas divagações sem rumo pela Web, achei essa breve e perspicaz análise, feita por Ivan Pinheiro Machado, sobre este poeta que ultrapassa as fronteiras de seu tempo:

Bukowski conquistou a admiração dos jovens de várias gerações; daqueles que são jovens há muito tempo e daqueles que são jovens recentemente. Esta permanência no coração dos leitores se deve a uma obra descarnada, sobre a qual paira a irresistível aura de transgressão. Há malucos que se tornam santos com o passar do tempo como Van Gogh, Rimbaud, Baudelaire, Artaud, Thoureau, Kerouac, Bukowski, entre dezenas de outros. E esta maravilhosa capacidade da juventude de cultuar aqueles que descarrilham dos trilhos do sistema transforma artistas marginalizados em clássicos. Desde que morreu, em 1994, a obra de Heinrich Karl Bukowski, dito Charles Bukowski, tem corrido o mundo. O bêbado inconveniente capaz de performances desastrosas, completamente embriagado em frente às câmeras da TV, passou a ser respeitado.

Bukowski não perdoa, não alivia. É sempre violento, irreverente, não tem nenhuma ilusão. Ele é uma alternativa ao mundo idealizado que virou moda depois da vitória final da civilização do dinheiro e da globalização. Bukowski escancara o lado sombrio da nossa sociedade. Ele levanta o tapete e mostra a sujeira. É a voz dos desvalidos, dos perdedores, dos desempregados, dos doentes, dos falidos, dos feios, das putas, dos bêbados. Não tem nenhum charme, mas a violência que jorra das suas páginas é tão verdadeira que não tem como ficar indiferente.

É linda e mobilizadora a leitura Tom O’Bedlam. Vejam, abaixo:

“então você quer ser um escritor

se não vir estourando de você
apesar de tudo,
não escreva.
a menos que isso saia de você sem permissão
do seu coração, da sua mente, e da sua boca
e seu âmago,
não escreva.
se você tem que se sentar por horas
olhando para a tela do computador
ou debruçado sobre o sua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não escreva.
se você está fazendo isso por dinheiro ou
fama,
não escreva.
se você está fazendo isso porque quer
mulheres em sua cama,
não escreva.
se você tem que sentar lá e
reescrever de novo e de novo,
não escreva.
se é duro trabalhar pensando em como escrever,
não escreva.
se você está tentando escrever como alguém
como outro,
desista.

se você tem que esperar para que isso saia como um rugido
de você,
então espere pacientemente.
se esse rugido nunca sair,
faça outra coisa.

se você, primeiro, tem que ler a sua esposa
ou sua namorada ou seu namorado
ou seus pais ou a quem quer que seja,
você não está pronto.

não seja como tantos escritores,
não seja como tantos milhares de
pessoas que se dizem escritores,
não seja maçante e chato e
pretensioso, não seja consumido pelo
amor próprio.
as bibliotecas do mundo têm
bocejado a
dormir
sobre o seu tipo.
não seja mais um.
não escreva.
a não ser que saia da
sua alma como um foguete,
a não ser que isso faça-o
levar à loucura ou
suicídio ou assassinato,
não escreva.
a menos que o Sol dentro de você
queima seu âmago,
não escreva.

quando for realmente o tempo,
e se você for escolhido,
ele irá fazê-lo por
si e vai continuar a fazê-lo
até que você morra ou ele morre em você.

não há outra maneira.

e nunca houve.”

(Charles Bukowski)

O Poema possibilita um atravessamento de emoções com este trecho de Kerouac:

‎[…] porque, para mim, pessoas que me interessam, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais dizem coisas comuns mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício, explodindo como constelações em cujo centro fervilhante se pode ver um brilho intenso. (Jack Kerouac)

A foto é da Raining.fm, que eu super indico pra um relax com muita chuva.

Old School Mix Tapes- Sobreposição De Sonoridades Lindas Old School Mix Tapes- Sobreposição De Sonoridades Lindas

Que tal uma fita de super bom gosto, pra fluir os dias e a vida?

Vejam o repertório:

O Verde é Maravilha – Badi Assad
Basin Street Blues – Dave Brubeck
Quartet Adam’s Apple – Wayne Shorter
Blackjack – Donald Byrd
Everyday People – Sly & The Family Stone
Sambop – Cannonball Adderley
We’re a winner – Curtis Mayfield
High Head Blues – The Black Crowes
Ease Back – Grant Green
She’s a Rainbow – The Rolling Stones
Ain’t That Lovin’ You – Eric Clapton
Valdez In The Country – Cold Blood
Wait Until Tomorrow – Jimi Hendrix
Smokey Joe’s La La – Googie Rene Combo
All I Want – Pete Belasco
Run eyed blues – Ben Harper
Mercy Mercy – Cannonball Adderley
That’s The Way – Led Zeppelin
Janela – Nina Becker
Enquanto Isso – Marisa Monte
Sun King – The Beatles

Então é só fazer o download de “Super Fine”.

O Fita Cassete é um blog de compilações pessoais de Marcelo Quinan, que dá vontade de voltar no passado e gravar as fitas K7 pra dar de presente para os amigos. ♥

Foto: Reprodução

Monsterbox – Uma animação sensível e tocante Monsterbox – Uma animação sensível e tocante

“Monsterbox” é uma animação 3D criada por um grupo de estudantes da escola francesa de Design Artístico e Entretenimento Bellecour: Ludovic Gavillet, Lucas Hudson, Colin Jean-Saunier e Derya Kocaurlu.

Um trabalho encantador, uma explosão de cores que supera a barreira da linguagem, e nos faz relembrar de valores fundamentais da existência.

Vejam que lindo ♥

Monsterbox from Bellecour 3D on Vimeo.

Achei no Update or Die

Sobre A Vida Que Passa Sobre A Vida Que Passa

¿Qué haría yo sin lo absurdo y lo fugaz?
(Frida Kahlo)

Foto de Charles Bergquist

Capas Variantes Da Marvel No Estilo De Grandes Pintores Clássicos Capas Variantes Da Marvel No Estilo De Grandes Pintores Clássicos

A Marvel lançou uma edição muito bacana de capas variantes especiais, baseadas em grandes pintores clássicos, como Rembrandt, Michelangelo, Monet, Pollock e Schielle.

Os artistas envolvidos no projeto são: Alex Maleev, Michael Kaluta, Gabriele Dell’Otto, Greg Horn, Gerald Parel, entre outros.

Veja, que lindo:

Voz e guitarra, palavra e som Voz e guitarra, palavra e som

A voz é de Ana Deus, a guitarra é de Alexandre Soares. Os dois, são os Osso Vaidoso, um projeto musical alternativo que é também um projeto poético, uma ideia musicada sobre as palavras de Regina Guimarães, Alberto Pimenta e Valter Hugo Mãe, entre outros.

“Com o disco de estreia, Animal, com selo da Optimus Discos, os Osso Vaidoso ganharam corpo e entraram diretamente para um lugar de destaque na música portuguesa”.

Vejam, que lindo:

Encontrei no bodyspace.