something else, something more something else, something more

The universe is always speaking to us. … Sending us little messages, causing coincidences and serendipities, reminding us to stop, to look around, to believe in something else, something more.
— Nancy Thayer

Obs: Serendipity é uma palavra intraduzível em português, embora alguns lingüistas proponham o termo “Serendipidade” (uma palavra tão horrível que é preferível usar a original). “Serendipity” significa mais ou menos uma coisa maravilhosa que ocorre por acaso… é usada para definir o momento em que se encontra algo precioso quando se está procurando por outra coisa (ou algo assim – a palavra já foi considerada uma das mais difíceis de ser traduzidas a partir do inglês).

Via psychedelic-tribe e Polifonias

Desenhando Palavras Desenhando Palavras

Para Cris Lisbôa, “pensar no papel” é pulsão de vida que inspira e expira, através dos signos da linguagem, novas invenções de si mesmo.

Ela nos instiga, com sua poesia e representações imagéticas, a sentir mais intensamente o cotidiano, e a buscar de volta os nossos sonhos. E ainda, criou um curso de escrita criativa lindo, chamado “Go, Writers”, no qual compartilha toda esta sua especial “leveza do ser” e da arte de escrever.

“Tempo, tempo mano velho. Envelhecer tem sido uma epifania. Uma boniteza, uma calma, uma preguiça de urgências, corridas, descompassos, mapas. Compreende-se candura, desapego, o valor de um não e as tardes chuvosas em que falta luz. Alargam-se as estantes, o coração esparrama um pouco pelas frestras das cicatrizes. Estas, se acomodam melhor. Procura-se menos. Mas ainda é possível sair sem grana e voltar bêbado, deixar o coração em casa e volver apaixonado. Envelhecer não cansa, expande, apavora, enaltece. E cada um de nós invariavelmente se transforma exatamente no que é. ” Cris Lisboa

“Frases grifadas em livros significam suspiros, mudanças imediatas de ponto de vista, sonhos novos, sombra na estrada. Respeito quem não ousa macular páginas pero a mi, me encanta.”

“Escreva sobre o que te dá medo, sobre o que te dá vergonha, sobre o que você ama. Escreva sem julgar, escreva sobre os outros. Escute conversas alheias, mesmo se as pessoas te parecerem estranhas. Ande de ônibus e de metrô e observe tudo. Lide com pessoas de diferentes profissões e idades. Não fique cercado por pessoas que tem a sua idade e fazem a mesma coisa que você. Aliás, fuja delas.” Pedro Almodóvar

“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.”

Antonio Cícero

“Antes de começar a escrever você precisa dançar na chuva”.

“Tudo, aqui, imenso. * cartaz do muso Felipe Morozini.”

“Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece. E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel
Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?” Paulo Leminski

“Que tudo seja sempre novo para os meus velhos olhos. Amém.”

“E, se enlouquecer, se apaixone.”

Noite de sexta, feriado e, como diria Quintana: “Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.”

“Tenha medo de quem tem só medo. Se afaste de quem tem apenas coragem. Ambos não tem história nenhuma pra contar.”

“Bebo ilusões em taças e desaconselho recomeços, abandonos e samba a dois. O frio corta os lábios e o sangue que escorre tem gosto de argentinos pirulitos gigantes. Lambo. Teclo devagar usando somente a ponta dos dedos. Desisto de mentir. E abro a caixa de Pandora. Só pra ter o que fazer.” Cris Lisbôa

“Hoje, diante da página em branco podemos fazer um único pedido:”

Leiam a coluna de Cris Lisbôa na Noize. Mais doses de inpirações aqui.

Robert And Shana Parkeharrinson- A Realidade Da Fantasia Robert And Shana Parkeharrinson- A Realidade Da Fantasia

As fotografias dos arquitetos Robert e Shana Parkison, retratam o ser humano em paisagens marcadas por cicatrizes da tecnologia e da superexploração.

Essas obras apresentam uma narrativa ambígua, que oferece uma visão sobre o dilema da promessa, que não se concretizou, de que a ciência e a tecnologia pudessem corrigir nossos problemas, fornecer esclarecimentos e oportunizar a certeza de pertencencimento à condição humana. Cenas estranhas de forças de hibridização, elementos de uma superabundância que “sangra” ao desvelar uma natureza corrompida pela tecnologia e pela mão humana.

“Las fotografías de los ParkeHarrison nos hacen mirar mucho más allá del horizonte, quitándonos todo miedo a qué podamos encontrar del otro lado de lo desconocido”.

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