Paisagem Humana Paisagem Humana

Imagens como estas atravessam subjetividades, que envolvem o fotógrafo, o receptor, a tecnologia, a época, a estética, e o contexto social. Representam um sem fim de ideias, percepções e emoções. ♥

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Estilo além das tendências Estilo além das tendências

O grande lema da contracultura “Faça amor não faça guerra”, influenciou ditando moda. Woodstock inspirou milhares de pessoas, a adotar o visual hippie como forma de comportamento, contestação e atitude. Essas referências, mais do que moda, já fazem parte da história dos costumes.

Não tem como não se apaixonar por esse estilo neo-hippie, né?

Fotos: Reprodução.

Glastonbury The Movie In Flashback Glastonbury The Movie In Flashback

O diretor Robin Mahoney lançou Glastonbury The Movie em 1996, e agora, dezesseis anos mais tarde, ele refez o filme pra uma nova audiência. O documentário, centrado predominantemente em 1993, traz nomes como Stereo MCs, The Orb ,The Verve (que, logo depois, encontrou o sucesso mainstream), Wild Bill, Charlie Creed-Miles,The Lemonheads e Dexter Fletcher. Mas o fato é que Glasto (como costuma ser chamado) é muito mais do que um festival de música; é também um festival dedicado ao cinema, ao teatro, ao circo, aos espetáculos de rua, à poesia, à pintura, à escultura…

No filme, imagem e música se entrelaçam numa mistura hipnótica, e nos arrastam pra uma experiência imersiva nessa época, conseguindo capturar a essência deste festival, que é um dos mais influenciados pela cultura hippie.

Glastonbury The Movie In Flashback – Cinema Trailer from Mensch Films on Vimeo.

Flashback Glastonbury é um must-see pra quem gosta do festival. A estreia do filme foi dia 25 de junho no Cine Lumière, em Londres, então logo vai aportar por aqui.

As vendas de ingressos pra 2013 iniciam no dia 7 outubro, uma vez que este ano o evento foi cancelado devido ás Olimpíadas em Londres. E olha o line-up aqui.

Fotos: Reprodução.

John Cooper Clarke – Mais do que um poeta John Cooper Clarke – Mais do que um poeta

John Cooper Clarke, chamado o poeta do punk, é uma figura fascinante, que foi um clássico na cena de Manchester a partir de 1977. Suas apresentações eram construções elaboradas numa mistura de performance, poesia, comedia e rock and roll. Estas atuações aconteciam na abertura de bandas punk e pós-punk, como Joy Division, Sex Pistols,The Fall, Buzzcocks e Siouxsie and the Banshees.

Gravou vários discos, os mais conhecidos entre 1978 e 1982, e viveu relações turbulentas nos anos 80: uma com a cantora Nico e a outra com a heroína . First its fun, then it isn’t, then its hell. I can’t really think of anything to add to that story. It seems to be the time worn trajectory.”

Ao ouvir John Cooper Clarke, apreende-se que ele usa as questões triviais da existência cotidiana – neste caso, seu vício em heroína – como uma história alegórica visando a uma compreensão mais profunda da condição humana:“It’s a tedious and narrow life”. Um dos seus poemas foram incluídos no single “Fluorescent Adolescent” pelos caras do Arctic Monkeys.

John Cooper Clarke, “Ou você ama ou nunca ouviu falar dele”. Bem, isso é de acordo com o documentário BBC4 chamado “Evidently… John Cooper Clarke”.

Abraçados ao Invisível Abraçados ao Invisível

Mais um dos poemas lindos do Everton Behenck.

Overdoses de uma sensibilidade escancarada, numa alquimia de experiências emocionais, de significados que não se esgotam e permitem novas reinterpretações.

Território Íntimo Território Íntimo

O artista, fotógrafo e ilustrador californiano Todd Selby criou o projeto The Selby, que consiste em conhecer residências de pessoas criativas ao redor do mundo, mostrando de que forma essas pessoas imprimem sua personalidade e estilo onde moram.

Suas fotos são lindas, mas seus filmes oportunizam um contato mais “íntimo” com esses universos. ♡

Amor e Dor (clichê tão simples?) Amor e Dor (clichê tão simples?)

Um homem e uma mulher, aprisionados em seu desejo e dependência mútua: este é o tema do terceiro filme da série experimental do Sigur Rós, que se uniu ao diretor Alma Har’el para produzir esse interessante curta. “Fjögur piano” é a faixa de encerramento de seu último álbum Valtari.

Um clima onírico que retrata a adição ao outro, a vulnerabilidade e o vazio da perda da perspectiva de si próprio nessa relação de codependência amorosa.

Tesão E Incertezas Sobre A Comunicação Contemporânea Tesão E Incertezas Sobre A Comunicação Contemporânea

Se tem algo que ficou absolutamente “apreendido” por mim, após vários cursos na Perestroika, é o entendimento de que já ultrapassamos a comunicação digital, em que pensávamos o online e o offline em perspectivas dissociadas. Hoje, a internet já está introjetada inseparavelmente na cabeça das pessoas, e nos encontramos num novo cenário sociológico.

As midias sociais são, de fato, “uma festa” que gera alterações comportamentais de impacto, difíceis de serem medidas. É uma mudança do mundo como o vemos, como interagimos com ele, e com o modo como as empresas, governos, instituições interagem conosco. Apesar do meu fascínio e tesão pelo tema, me debato pensando em várias questões:

Será que essa vida compartilhada em versão beta, nos torna mais criativos? O inquestionável é que dá mais visibilidade pra criatividade.

Os vínculos virtuais não passam de vínculos narcísicos: o tipo de relação em que o outro só existe pra satisfazer as minhas necessidades? Não há espaço para o amor?

Não passa de uma ilusão acreditarmos numa época da transparência, pois, como diz Lipovetsky, estamos na época da visibilidade, em que “é preciso ser mais moderno que o moderno, mais jovem do que o jovem, estar mais na moda do que a própria moda”?

Outro dia encontrei esse texto simples e pontual do Caio Braz: Ele contrapõe de forma quase “naive” essa visão idealizada da Geração Y como ” jovens bem-sucedidos antes dos 30, informados, hypados, lançadores de tendências, viajantes globais”.

O que eu acredito, verdadeiramente, é que “narrar a própria vida é crucial para torná-la não só interessante, mas transformá-la em algo que vale a pena aos nossos próprios olhos”. Bela definição essa do Contardo Caligaris.

Aí vai o texto na integra pra podermos pensar mais sobre o tema.

Acho que uma das características marcantes dessa geração Y (da qual eu, feliz e infelizmente faço parte) é a possibilidade de ser assumidamente multitarefa: ninguém mais tem mais apenas uma profissão, o que é maravilhoso porque, assim, a gente aprende a desenvolver competências profissionais mais versáteis, o que é uma exigência assumida do mercado. Por outro lado, tem tanta gente que se aproveita disso pra fazer uma autopromoção mentirosa e incoerente que dá nojo de acompanhar.

Aliás, ô geraçãozinha pra gostar de aparecer essa daqui. A verdade é que tem uma grande parcela dessas pessoas que não produz muito além das projeções que idealizaram para si próprias, que consistem na ambição de serem jovens bem-sucedidos antes dos 30, informados, hypados, lançadores de tendências, viajantes globais, e todos os empregos que permeiam o universo hipster que, geralmente, começam em Inglês: creative directors, curators, coolhunters, consultants, e por aí vai. Nada vezes nada ao quadrado.

Eu fico chocado como as pessoas conseguem acreditar em seus próprios arquétipos e se autointitularem C.E.Os de organizações de um homem só; creative directors de pseudoempresas (fazer uma logo no Photoshop não te transforma em uma pessoa jurídica, muito menos de respeito); ou editores-chefes, quando não publishers, de seus blogs. Falando em blogs, dá pra apontar a vontade latente de blogueiros em não se intitularem mais blogs por conta da pasteurização editorial do mercado (para não dizer orkutização), principalmente de moda feminina. Agora são diretoras-executivas de seus portais.

Outro ponto forte dessa ladainha de ‘profissionais do futuro’ é a capacidade de ser consultor de porra nenhuma. Sugiro a todos vocês muito cuidado ao fazer os próximos telefonemas para pedir uma simples opinião ou sanar alguma dúvida, pois você automaticamente pode estar ‘contratando uma consultoria grátis’, e se transformar em mais um cliente de algum vasto portfólio, ainda que seja de alguém tão jovem. Além de fantasioso é, principalmente antiético.

Estar rodeado de gente – principalmente nas redes sociais – se idealizando e se vendendo desse jeito me dá um aperto no coração, por ver que a geração da qual eu cronologicamente faço parte, que deveria ser a mais esclarecida que já existiu, se perde em seu próprio narcisismo e deságua nos subterfúgios de títulos sem importância. E essa gente ainda é a primeira a trollar absolutamente tudo, talvez porque não saiba, de verdade, o significado de trabalhar.

Que vergonha. Pau no cool.”