“About upgrading our own humanity”: South by SouthWest 2013 “About upgrading our own humanity”: South by SouthWest 2013

Com a tagline Music, film, interactive, o festival SXSW (abreviação de South by South West) se tornou uma referência cultural obrigatória em termos de interatividade e suas tecnologias emergentes. O mega evento, que acontece em Austin (Texas) entre 8 e 17 de março, é pleno de conferências, painéis, cursos, e lançamentos relevantes.

Além deste fascinante cenário, o SXSW anunciou a exibição de 109 filmes (68 cineastas “iniciantes”, 69 estreias mundiais, 14 estréias na América do Norte e cinco Premieres nos EUA). Para completar, o line up do festival vem com mais de 2500 bandas se apresentando em mais de 100 espaços da cidade. Novas tendências da música independente e nomes do mainstream como Iggy & The Stooges, Dave Grohl & The Sound City Players, The Flaming Lips, Green Day, Depeche Mode, Justin Timberlake, Kendrick Lamar, Nick Cave & The Bad Seeds with the Yeah Yeah Yeahs, Vampire Weekend, entre tantos, farão suas performances nesta edição do evento.

Como é difícil se orientar nisso tudo, o Spotify buscou a curadoria de alguns especialistas em música como Pitchfork , Boiler Room, NME e AllHipHop.com, que fizeram suas playlists de sugestões de bandas e artistas que devem ser apreciados no festival.

Veja abaixo:

SXSW Picks:

Pitchfork Selects:

Boiler Room Selects:

NME Selects:

AllHipHop.com Picks:

Uma dica básica: quem, certamente, fará uma cobertura bem legal do evento é o Update or Die.

The Pirate Bay filme está disponível para streaming gratuito ou download The Pirate Bay filme está disponível para streaming gratuito ou download


O documentário “The Pirate Bay Away from Keyboard”, filmado por Simon Klose, tem a missão de nos mostrar o lado sombrio da internet.

O banco de dados de filmes e comentários do site IMDb resume a história como: “Viva La Pirataria! Um documentário sobre liberdade intelectual baseada em torno dos triunfos interpessoais, e derrotas dos três personagens principais contra a maior indústria no universo conhecido. A indústria de mídia.”

O longa-metragem que estreiou semana passada no Festival de Berlin, apresenta trechos de vídeo dos ensaios jurídicos dos três membros fundadores do The Pirate Bay: Gottfrid Svartholm, Peter Sunde, Fredrik Neij. Um filme que nos faz refletir sobre o profundo impacto cultural da Era da Internet, que tornou o compartilhamento globalizado e imediatista, uma ruptura tecnológica e social. O fato é que o “The Pirate Bay” nos deixa um fascinante legado com a sua bandeira do livre compartilhamento de informações, em defesa da liberdade da população contra a ação de governos e corporações.

Apesar dos telespectadores serem incentivados pelos produtores para “baixar o torrent” ou mesmo assistir de graça no YouTube, o filme já acumulou mais de 2.700 downloads pagos e muitas pré-encomendas da versão DVD.

Assista, abaixo, o filme completo: ♥

35 Conselhos Pra Inspirar A Vida 35 Conselhos Pra Inspirar A Vida

A internet como uma espécie de tecido de nossa existência, desvela dinâmicas num espaço contínuo da vida offline. Encontramos nela, uma exuberância multidiciplinar que é capaz de transitar por toda cultura, desde os conhecimentos mais banais até os saberes eruditos.

O Tiago Mattos, da Escola de atividades criativas Perestroika, fez uma compilação de “mensagens encontradas em perfis do Facebook, Blogs e Tumblrs que servem de inspiração” pra vida.

É uma de conexão de conteúdos, de highlights super instigantes, que sequestram nossos sentimentos, e nos fazem perceber como os imaginários se encontram em construções que vão delineando e constituindo identidades. Veja abaixo:

Foto: Andy Stott/ Numb

Imperitos Na Arte De Amar? Vertigem Offline Imperitos Na Arte De Amar? Vertigem Offline

Flanando pela web, encontrei no Blog das 3o pessoas, o texto Thoothpaste Kisses que é uma espécie de apologia do mundo offline.

O autor, de forma lúdica e romântica, faz lembrar de como a internet pode ter o efeito paradoxal de aproximar as pessoas, mas ao mesmo tempo produzir um distanciamento da vida.

Será que as mídias sociais inventaram um novo tipo de subjetividade nos relacionamentos? “Estamos tão Ultra conectados em e-mails, mensagens de texto e de voz; cutucadas (coisa insuportável), prods e tuites; alertas e comentários; links, tags e posts; fotos e vídeos; sites, blogs e vlogs; buscas, downloads, uploads, arquivos e pastas; feeds e filtros; murais, widgets, clounds; nomes de usuário, senhas e códigos de acesso; pop-ups e banners; rigtones e vibrações; aplicativos e check-in… Ufa! Não é hora de fazer um check-out?” Estas indagações merecem ser melhor metabolizadas, mas isto eu vou deixar pra um próximo post!? : )

Vamos pra este lindo mergulho no offline. Por Rodrigo Artur:

Mime a sua amada!

Com todo tipo esdrúxulo de carinho, que sejam as ridículas cartas de amor, o recados em Imessages, whatsapp e ICQs. E-mails old fashions, telefonemas acalorados com sorrisos fáceis brilhantes com o sol, daqueles de fazer inveja a produtores de comerciais de pasta de dentes. Que seja em horários improváveis, desde que escancarem a sua felicidade dependente da existência daquele outro. Quando ela ligar, mude a voz, use aquele timbre que somente os apaixonados decifram. Dedique músicas, monte coletâneas, eleja conjuntamente a trilha sonora do romance. Use nomes em diminutivos, a chame de amor, deixe claro o quanto ela é especial.

Diga breguices…que a AMA!

Quando encontrá-la embale, dê colo, beije, beije, beije como se fosse o último, morda, chupe, deixe marcas pelo seu corpo, afinal não é isso que os amantes fervorosos fazem, vá além, esqueça o sono, extrapole, não durma e nem a deixe dormir, não economize saliva e outros líquidos corporais. Não durma, nem depois do coito, conte histórias engraçadas, zombe dos mal amados, dos anteriores, sim, daqueles imperitos na arte do amar.

Faça de tudo para que seja DIVINO!

Foto de Eva Besnyö via don’t touch my moleskine

“O Que É Ser Original E Criativo Na Internet?” “O Que É Ser Original E Criativo Na Internet?”

O que é ser original e criativo na internet?

Quando penso sobre o tema, sou inundada por uma série de associações implícitas à essa angustia pós-moderna multi-referencial, em que abordagens criativas, autorais e inéditas são cada vez mais difíceis de serem encontradas.

Mais do que isso é preciso lembrar que a vanguarda criativa foi substituída pela figura do curador, que através da perspectiva de seu repertório e de suas referências, é capaz de selecionar conteúdos que façam pontes entre o passado e o presente que vestem o futuro (Cultura Remix); que esteja atento ao viés da pluralidade, isto é, consiga desfocar o nosso olhar de um território único; que busque um estilo pulsional de proporcionar desmesuras, do sem limites; mais do que a supremacia da palavra a emoção estética (como Nietzsche ); capaz de decodificar esse jogo de projeções intercruzadas, em que o que importa é expressar individualidades e gerar experiências.

Enfim, a soma das características citadas acima é que possibilita um contexto que germine originalidade e criatividade e aonde, consequentemente estará expressa a personalidade do autor.

Importante não esquecermos do óbvio: a internet, como a vida, é um eterno “beta” (constante desenvolvimento e constante melhoria) em que todo mundo continua contribuindo.

Esta questão foi abordada pelo You Pix Chat desta semana. Selecionei fragmentos de respostas dos depoimentos de alguns especialistas da websfera: afinal, o que é ser original e criativo na internet? Na opinião de Mentor Muniz Neto, Fabrício Carpinejar, Daniela Arraes e Carlos Merigo.

Num mundo em que todos nós somos bombardeados por informação, onde essa informação é um ativo, ser capaz de hierarquizar nossa mensagem pro topo da pirâmide, mesmo que por algumas horas, é pra mim a maior prova de originalidade e criatividade. É atrás disso que corro todos os dias.
(Mentor Muniz Neto)

É comparar mais do que perguntar.
É se emocionar mais do que entender.
É ouvir mais do que pensar.

(Fabricio Carpinejar)

Ser original e criativo na internet é cuidar do seu projeto, do seu site, do seu produto de um jeito tão apaixonado e próximo que não sobre espaço pra que alguém venha pegar sua ideia e transformá-la numa coisa ainda melhor. Afinal, você sempre pode fazer melhor. É também saber pra quem você fala, como você fala, onde quer chegar. Porque nada pior do que ser apaixonado por alguma coisa e vê-la de mãos dadas com outro –nesse caso, TANTOS outros.
(Daniela Arrais)

…eu acredito em personalidade. Existe competição em todas as áreas, milhares de pessoas criando e reinventando, mas se tem algo que ninguém pode ter ou copiar é a sua personalidade. Se você se colocar em cada aspecto do seu projeto, ele será diferente de todos os outros. E claro, isso só acontecerá se você for apaixonado pela sua ideia. Criatividade e originalidade começam com trabalho árduo, personalidade e paixão. Pode parecer uma visão romântica, mas essa é a maneira mais fácil, saudável e divertida de se destacar da multidão.
(Carlos Merigo)

Leiam o texto na íntegra no YOUPIX

Imagem: Bryan Lewis Saunders

Indie Game: The Movie – Jogo Da Vida Indie Game: The Movie – Jogo Da Vida

“Indie Game: The Movie” é um documentário sobre desenvolvedores de games independentes, dirigido pelos canadenses James Swirsky e Lisanne Pajot. O filme relata o desenvolvimento dos aclamados jogos “SuperMeat Boy”, “Fez” e “Braid”, acompanhando a trajetória de seus idealizadores.

Minha expectativa é que o documentário abordasse o embate dos “jogos de grandes empresas, que precisam ser totalmente lapidados e formatados para agradar à maior audiência possível, e os jogos independentes, que são feitos a partir de conceitos muito particulares e refletem a visão de seus criadores”. De fato, estes são os primeiros 20 minutos do filme.

No entanto, seu tema vai muito além das nuances da cena independente, versus o universo blockbuster. É um filme que expõe, com competência e sensibilidade, alguns sintomas culturais contemporâneos que contemplam um cenário de fragmentação e isolamento social.

Impossível não se envolver com essa tessitura de vidas; uma metanarrativa, em que os quatro protagonistas se debruçam sobre si mesmos, e inventam e reinventam seus jogos da mesma forma que escrevem sua estória. ♥

Um filme eletrizante que fala de desdobramentos da vida: insegurança; vulnerabilidade; desfiliação; irrelevância social, tanto no campo cívico, quanto político; falta de reconhecimento de si mesmo e a consequente dificuldade de projeção para o futuro.

A excelente trilha sonora de Jim Guthrie constrói um crescente envolvimento emocional, atingindo um intercruzamento empático de sentimentos com a história de superação destes quatro designers em busca de seus sonhos. Estão presentes Edmund McMillen e Tommy Refenes (Super Meat Boy ), Phil Fish (Fez) e Jonathan Blow (Braid).

Outro aspecto bacana do processo, é que o filme também foi produzido de maneira independente, financiado através da plataforma de crowdfunding kickstarter e distribuído apenas digitalmente.

O “Indie Game: The Movie” pode ser comprado por US$ 9,99, tem legendas em português e pode ser baixado ou visto por streaming, no computador, videogames ou dispositivos móveis. Veja o trailer legendado:

Via Update and Die

O teu silêncio é a minha voz mais funda.

Ana Hatherly

Fotografia de Igumnova Ekaterina

Kings of Convenience – Gold In The Air of Summer

Kings of Convenience – Gold In The Air of Summer

Adorei a definição do Nerd Somos Nozes sobre a sonoridade desse duo norueguês:
Coloque dois instrumentos de cordas, um nas mãos de Erlend e o outro nas mãos de Eirick, normalmente dois violões, mas pode ser uma guitarra, um baixo ou até mesmo um banjo. Acompanhada dessas cordas você tem duas vozes, leves e tranqüilas, sem se preocupar em fazer alarde, sem se preocupar com nada nesse mundo, mas sem preguiça e se arrastar, firmes e conscientes do que estão fazendo. Imagine isso e entre esses sons coloque uma vez ou outra um sonzinho de violino, quase como um andarilho que passa com a sua sutileza e elegância, quando ele não passar quem sabe as notas sábias e ajustadas e às vezes chorosas de um senhor piano. E quando nenhum dos dois vier, coloque uma charmosa flauta, dando o ar de sua graça como uma bela mulher que lhe incentiva e lhe faz querer mais, ou que reduz seu coração a uma saudade com luzes apagadas. Para mim, Kings of Convenience é isso.